Introdução: O Preço
da Unidade
A meta deste capítulo é deixar que
os leitores entendam a aproximação do
autor e a tese de todo este livro.
1. Por que é importante para ler a metáfora
do soma christou (corpo de Cristo) distintamente de
um organismo metafórico em particular? Quais
são algumas das preocupações
destacadas pelo autor?
2. De que maneira uma leitura diferente desta metáfora
é possível ou legítima?
3. Hoje em dia, o uso desta metáfora (corpo
de Cristo) motiva algum interesse nas experiências
privadas e públicas no mundo,?
Capítulo 1: Comunidade como "Corpo"
A meta deste capítulo é analisar uma
variedade de concepções de comunidade.
Tradições e aproximações
acadêmicas distintas (aproximações
teológicas e históricas, aproximações
sociológicas ou social-científicas,
e a aproximação da escola da história
das religiões) tinham idéias diferentes
sobre a comunidade. A pergunta é: qual é
melhor aproximação acadêmica,
ou nós precisamos de uma análise alternativa?
1. Quais são os critérios para divisão
das várias linhas acadêmicas no que tange
à comunidade? Compare-as e estabeleça
contrastes (use termos como limites, identidade, estrutura
ou relações de poder).
2. Você pode nomear exemplos das aproximações
atuais na experiência prática (igreja,
escola, sociedade e o mundo) para o estabelecimento
da concepção de comunidade?
3. Quais são algumas das ideologias ocultas
no trabalho dos intérpretes?
4. É possível ter uma visão
alternativa a respeito da comunidade em relação
às outras aproximações mencionadas?
Capítulo 2: Comunidade como "Corpo de
Cristo"
A meta deste capítulo é entender uma
variedade de idéias sobre a metáfora
do "corpo de Cristo" nos estudos bíblicos.
A questão diz respeito à qual é
a melhor, ou se nós precisamos de uma compreensão
alternativa?
1. Quais são as diferenças principais
entre as aproximações diferentes em
relação ao corpo de Cristo (a idéia
de "unidade orgânica", a idéia
de "solidariedade corporativa" e a "aproximação
cristológica ")? Compare-as e as diferencie.
2. Quais os prós e os contras você pode
encontrar em cada aproximação?
3. Você pode dar alguns exemplos da influência
de cada uma dessas aproximações na experiência
cotidiana?
4. O que é uma aproximação ou
compreensão alternativa a respeito do corpo
de Cristo? Como você pode avaliá-la?
Capítulo 3: Comunidade "em Cristo"
A meta deste capítulo é desconstruir
a visão de que a expressão "em
Cristo" seja um indicador de limite em 1ª
Coríntios. A expressão "em Cristo"
no um contexto coríntio conflitivo pode ser
entendido como uma retórica cínica de
protesto utilizada por Paulo, em protesto contra a
voz hegemônica do grupo “em Cristo”
de Corinto.
1. Quais são as várias funções
da preposição "em" (caso dativo)
nas cartas de Paulo?
2. Como a expressão "em Cristo"
tem relação com a retórica de
Paulo, que ele usa para enfocar problemas coríntios?
3. Você pode encontrar paralelos greco-romanos
aos quais a expressão cínica de Paulo
"em Cristo" poderia se referir (1 Cor 4:10)?
4. A relação modal do "morrer
com Cristo" é consistente com a teologia
de Paulo ou com as cartas dele em geral?
Capítulo 4: O Corpo Político e o Corpo
de Cristo
O objetivo deste capítulo se divide em duas
partes. A primeira é um olhar no mundo greco-romano
e judeu nos termos do corpo político e relaciona
tal olhar ao corpo político de Paulo, evocado
através da metáfora "o corpo de
Cristo". A outra parte é a ilustração
dos casos de “descorporificação”
de corpo de Cristo encontrados em 1ª Coríntios.
A conclusão é que Paulo fica do lado
do corpo democrático-inclusivo, e que os problemas
coríntios são criticados e deconstruídos
pelo corpo político, com ênfase no poder
de deconstrução da cruz (o Cristo crucificado).
1. Quais são as diferenças principais
entre o corpo político-hegemônico e o
corpo político democrático-inclusivo?
Destaque as ideologias (filosofia) que dão
apoio a cada corpo político.
2. Qual lado do corpo político você
acredita que Paulo assumiu? Por quê?
3. O que você pensa ser a causa central dos
problemas coríntios na carta? (divisões,
imoralidade sexual, comer carne sacrificada a ídolos,
etc).
4. Paulo não reivindica os direitos dele como
apóstolo (benefícios como apoio financeiro).
Esta rejeição de apoio financeiro reflete
o protesto dele ao sistema social patrono-cliente
no mundo greco-romano?
Capítulo 5: A Vida do "Corpo de Cristo"
em primeira Coríntios
A meta deste capítulo é examinar a
metáfora do "corpo de Cristo" em
toda a carta com foco na estrutura figurativo-discursiva
do corpo. Um das palavras chaves centrais é
"corpo crítico" (em grego, estruturado
como um genitivo atributivo, corpo semelhante ao de
Cristo), como nós vemos também em Ro
6:6: o corpo do pecado como "corpo pecador").
Há três movimentos na metáfora
do corpo nesta carta inteira: corpo como cruz, corpo
como comunidade e corpo como ressurreição.
1. A partir do esboço da estrutura figurativo-discursiva
em 1ª Coríntios, mostre quais são
os assuntos distintivos e a mensagem na situação
coríntia?
2. Compare e contraste vários casos de genitivo
aplicados ao corpo de Cristo. Isto é, entre:
a) o genitivo objetivo (um corpo que pertence a Cristo
como uma metáfora de organismo)
b) o genitivo subjetivo (o próprio corpo físico
de Cristo)
c) o genitivo atributivo (semelhante a Cristo ou corpo
crítico).
3. Faça a análise dos paralelismos
invertidos da carta e apóie o argumento e a
tese do capítulo em todo o restante do livro.
4. Como você pode explicar o possível
relacionamento transformativo, se há algum,
entre a metáfora do corpo de Cristo, Paulo
e a comunidade coríntia?
5. O que você pensa da diferença entre
o uso de Paulo da metáfora do "corpo de
Cristo" em 1ª Coríntios e o uso posterior
pelos autores das assim chamadas cartas deutero-paulinas
como Efésios e Colossenses?
6. Paulo distingue entre soma christou ("corpo
de Cristo") e ekklesia (igreja) em 1ª Coríntios?
Se ele assim faz, por que é importante distinguir
um do outro no contexto coríntio?
Capítulo 6: Praticando a Diversidade do Corpo
de Cristo
O objetivo deste capítulo é contemplar
a diversidade do corpo de Cristo. A pergunta central
é: como é possível a nós
praticar a metáfora do corpo de Cristo, não
como um demarcador de limites, mas como uma metáfora
viva do corpo crístico em um mundo marcado
pela diversidade, mundo atualmente marcado por conflitos.
Este capítulo deixa mais perguntas que respostas,
relativas à idéia de diversidade. O
livro termina assim porque nós devemos continuar
a trabalhar em torno deste tópico: o que significa
viver inserido na diversidade atual.
1. Qual é a verdadeira diversidade? O que
o corpo de Cristo tem a ver com a idéia da
diversidade?
2. Qual é a diferença, se há,
entre as diferenças e a diversidade?
3. É possível termos uma frase como
"diversidade crítica”? Se é
possível, como nós podemos alcançá-la?
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