Guia de Ensino e Estudo

Corpo de Cristo em Corinto:

A política de uma metáfora

Yung Suk Kim (Minneapolis: Fortress, 2008)

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(Thanks to Brian Gordon Lutalo Drumond Kibuuka who translated the English guide into Portuguese)

Este guia de estudo e ensino foi preparado pelo autor. As seguintes discussões e reflexões podem ser usadas em salas de aula ou em uma discussão de grupos pequenos, ou até mesmo em qualquer lugar em que haja a genuína disposição de estudar e motivar, seja no nível pessoal, seja no nível público. Sinta-se livre para enviar um e-mail para o autor caso você tenha alguma pergunta: Yung Suk Kim - youaregood@yahoo.com.

Obrigado por visitar esta página e por usar meu livro para estudar e ministrar. Para mais informações, visite a página de informações do livro.


"Eu recomendo este trabalho a todos os que consideram seriamente a metáfora de Paulo sobre o ‘corpo de Cristo’. Kim interpreta a metáfora com uma visão alternativa sobre a vital reconciliação comunitária, principalmente contra concepções que enfatizam a demarcação de limites para o estabelecimento de grupos sociais. O que está em jogo na interpretação de 1ª Coríntios não é apenas o modo como os cristãos do primeiro século construíram e viveram a unidade social, mas as conseqüências de nossas escolhas para o modo pelo qual nós viveremos diante de nossas próprias responsabilidades hoje."
David Odell-Scott, Professor de Filosofia, Kent State University.

Introdução: O Preço da Unidade

A meta deste capítulo é deixar que os leitores entendam a aproximação do autor e a tese de todo este livro.

1. Por que é importante para ler a metáfora do soma christou (corpo de Cristo) distintamente de um organismo metafórico em particular? Quais são algumas das preocupações destacadas pelo autor?

2. De que maneira uma leitura diferente desta metáfora é possível ou legítima?

3. Hoje em dia, o uso desta metáfora (corpo de Cristo) motiva algum interesse nas experiências privadas e públicas no mundo,?


Capítulo 1: Comunidade como "Corpo"

A meta deste capítulo é analisar uma variedade de concepções de comunidade. Tradições e aproximações acadêmicas distintas (aproximações teológicas e históricas, aproximações sociológicas ou social-científicas, e a aproximação da escola da história das religiões) tinham idéias diferentes sobre a comunidade. A pergunta é: qual é melhor aproximação acadêmica, ou nós precisamos de uma análise alternativa?

1. Quais são os critérios para divisão das várias linhas acadêmicas no que tange à comunidade? Compare-as e estabeleça contrastes (use termos como limites, identidade, estrutura ou relações de poder).

2. Você pode nomear exemplos das aproximações atuais na experiência prática (igreja, escola, sociedade e o mundo) para o estabelecimento da concepção de comunidade?

3. Quais são algumas das ideologias ocultas no trabalho dos intérpretes?

4. É possível ter uma visão alternativa a respeito da comunidade em relação às outras aproximações mencionadas?


Capítulo 2: Comunidade como "Corpo de Cristo"

A meta deste capítulo é entender uma variedade de idéias sobre a metáfora do "corpo de Cristo" nos estudos bíblicos. A questão diz respeito à qual é a melhor, ou se nós precisamos de uma compreensão alternativa?

1. Quais são as diferenças principais entre as aproximações diferentes em relação ao corpo de Cristo (a idéia de "unidade orgânica", a idéia de "solidariedade corporativa" e a "aproximação cristológica ")? Compare-as e as diferencie.

2. Quais os prós e os contras você pode encontrar em cada aproximação?

3. Você pode dar alguns exemplos da influência de cada uma dessas aproximações na experiência cotidiana?

4. O que é uma aproximação ou compreensão alternativa a respeito do corpo de Cristo? Como você pode avaliá-la?


Capítulo 3: Comunidade "em Cristo"

A meta deste capítulo é desconstruir a visão de que a expressão "em Cristo" seja um indicador de limite em 1ª Coríntios. A expressão "em Cristo" no um contexto coríntio conflitivo pode ser entendido como uma retórica cínica de protesto utilizada por Paulo, em protesto contra a voz hegemônica do grupo “em Cristo” de Corinto.

1. Quais são as várias funções da preposição "em" (caso dativo) nas cartas de Paulo?

2. Como a expressão "em Cristo" tem relação com a retórica de Paulo, que ele usa para enfocar problemas coríntios?

3. Você pode encontrar paralelos greco-romanos aos quais a expressão cínica de Paulo "em Cristo" poderia se referir (1 Cor 4:10)?

4. A relação modal do "morrer com Cristo" é consistente com a teologia de Paulo ou com as cartas dele em geral?


Capítulo 4: O Corpo Político e o Corpo de Cristo

O objetivo deste capítulo se divide em duas partes. A primeira é um olhar no mundo greco-romano e judeu nos termos do corpo político e relaciona tal olhar ao corpo político de Paulo, evocado através da metáfora "o corpo de Cristo". A outra parte é a ilustração dos casos de “descorporificação” de corpo de Cristo encontrados em 1ª Coríntios. A conclusão é que Paulo fica do lado do corpo democrático-inclusivo, e que os problemas coríntios são criticados e deconstruídos pelo corpo político, com ênfase no poder de deconstrução da cruz (o Cristo crucificado).

1. Quais são as diferenças principais entre o corpo político-hegemônico e o corpo político democrático-inclusivo? Destaque as ideologias (filosofia) que dão apoio a cada corpo político.

2. Qual lado do corpo político você acredita que Paulo assumiu? Por quê?

3. O que você pensa ser a causa central dos problemas coríntios na carta? (divisões, imoralidade sexual, comer carne sacrificada a ídolos, etc).

4. Paulo não reivindica os direitos dele como apóstolo (benefícios como apoio financeiro). Esta rejeição de apoio financeiro reflete o protesto dele ao sistema social patrono-cliente no mundo greco-romano?


Capítulo 5: A Vida do "Corpo de Cristo" em primeira Coríntios

A meta deste capítulo é examinar a metáfora do "corpo de Cristo" em toda a carta com foco na estrutura figurativo-discursiva do corpo. Um das palavras chaves centrais é "corpo crítico" (em grego, estruturado como um genitivo atributivo, corpo semelhante ao de Cristo), como nós vemos também em Ro 6:6: o corpo do pecado como "corpo pecador"). Há três movimentos na metáfora do corpo nesta carta inteira: corpo como cruz, corpo como comunidade e corpo como ressurreição.

1. A partir do esboço da estrutura figurativo-discursiva em 1ª Coríntios, mostre quais são os assuntos distintivos e a mensagem na situação coríntia?

2. Compare e contraste vários casos de genitivo aplicados ao corpo de Cristo. Isto é, entre:
a) o genitivo objetivo (um corpo que pertence a Cristo como uma metáfora de organismo)
b) o genitivo subjetivo (o próprio corpo físico de Cristo)
c) o genitivo atributivo (semelhante a Cristo ou corpo crítico).

3. Faça a análise dos paralelismos invertidos da carta e apóie o argumento e a tese do capítulo em todo o restante do livro.

4. Como você pode explicar o possível relacionamento transformativo, se há algum, entre a metáfora do corpo de Cristo, Paulo e a comunidade coríntia?

5. O que você pensa da diferença entre o uso de Paulo da metáfora do "corpo de Cristo" em 1ª Coríntios e o uso posterior pelos autores das assim chamadas cartas deutero-paulinas como Efésios e Colossenses?

6. Paulo distingue entre soma christou ("corpo de Cristo") e ekklesia (igreja) em 1ª Coríntios? Se ele assim faz, por que é importante distinguir um do outro no contexto coríntio?


Capítulo 6: Praticando a Diversidade do Corpo de Cristo

O objetivo deste capítulo é contemplar a diversidade do corpo de Cristo. A pergunta central é: como é possível a nós praticar a metáfora do corpo de Cristo, não como um demarcador de limites, mas como uma metáfora viva do corpo crístico em um mundo marcado pela diversidade, mundo atualmente marcado por conflitos. Este capítulo deixa mais perguntas que respostas, relativas à idéia de diversidade. O livro termina assim porque nós devemos continuar a trabalhar em torno deste tópico: o que significa viver inserido na diversidade atual.

1. Qual é a verdadeira diversidade? O que o corpo de Cristo tem a ver com a idéia da diversidade?

2. Qual é a diferença, se há, entre as diferenças e a diversidade?

3. É possível termos uma frase como "diversidade crítica”? Se é possível, como nós podemos alcançá-la?

Última atualização: 26 de julho de 2008 por Yung Suk Kim.